Fusão Nuclear: Como Funciona o Tokamak ITER (Marco de 2026)

O maior reator de fusão do mundo alcança plasma sustentado por tempo recorde.

Introdução

O projeto ITER em Cadarache, França, alcançou um marco histórico.

Princípio Científico

A fusão nuclear no ITER baseia-se no confinamento magnético de plasma de deutério-trítio a 150 milhões de graus Celsius usando um campo magnético toroidal gerado por bobinas supercondutoras de niobato de estanho (Nb₃Sn). A reação D-T produz hélio-4 e um neutrão de alta energia (14,1 MeV). O desafio é manter o plasma confinado e estável tempo suficiente para que a energia produzida exceda a consumida (Q > 1).

Aplicações Atuais

O ITER em Cadarache, França, atingiu o primeiro plasma em 2025. O JET (Joint European Torus) em Culham, Reino Unido, estabeleceu o recorde anterior de 59 MJ de energia de fusão em 2022. Empresas privadas como a Commonwealth Fusion Systems (CFS) e a TAE Technologies desenvolvem reatores compactos com ímanes de alta temperatura (HTS).

Investigação Académica

O IST, através do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN), é um dos centros de referência europeus em física de plasmas. A equipa portuguesa contribui para o sistema de diagnóstico do ITER com sensores de Thomson Scattering e espectroscopia de raios-X.

Conclusão

A fusão nuclear promete energia limpa, segura e praticamente ilimitada. O marco do ITER em 2026 aproxima a humanidade de uma fonte energética que poderá resolver definitivamente a crise climática. A contribuição portuguesa através do IPFN-IST demonstra que a investigação lusófona é parte integral deste esforço global.

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